Represas de um desaceleramento


No mesmo instante que quis escrever este post, pensei em não fazê-lo. Você já teve a sensação e já se sentiu compelido a mudar? Tentado a desacelerar? Coagido a focar somente no que é realmente prioridade? Se não for para mostrar o verdadeiro, o real, a inspiração e empolgação sincera de outrora, para quê continuar insistindo nesse caminho? São estes tipos de pensamentos em que me vi mergulhado nas últimas semanas. Para fazer, tem que ser bem feito e sem muitas desculpas ou reclamações. 

Houve uma época na minha vida, em que eu amava a agitação da cidade grande, sonhava em voltar e participar novamente de toda este caos que parece não ter fim, muitas conversas, muitas pessoas, muitos problemas, muitas novidades. Mas é aí que acho a vida interessante e como somos feitos de fases. Tirar aprendizados de toda e quaisquer experiências é algo obrigatório nesta corrida que parece (e é) sufocante. Chegou um tempo, em que eu aqui na cidade grande tão sonhada e idealizada, me vi querendo voltar ao belo e simples que conheci há alguns poucos anos. Como poderia eu desejar aquele silêncio novamente, se eu super hiperativo, com a mente elétrica, no auge da vida radiante, já o detestei tanto? Nisto está a mágica que me ocorreu de dentro para fora. Que só eu sabia até então, até conversar com vocês neste post.  

Dito isto, informo a vocês que passarei por um período de desintoxicação das mídias sociais, tempo este indefinido. Pode durar uma semana, pode durar um ano. Tenho uma condição: só volto para cá e para todas as minhas mídias sociais e do blog, quando eu estiver renovado, leve, limpo e mais tranquilo (mentalmente e fisicamente falando). Só quero leveza. Sentido. 

Um dos problemas em lidar com muitas informações ao mesmo tempo é justamente este equilíbrio que precisamos adquirir para não enlouquecer, entendem? É super natural estarmos envolvidos em inúmeras atividades, lidar de forma leve com elas até, porém - creio eu - devemos saber a hora de fazer uma reciclagem em tudo o que estamos depositando energia, tempo e dinheiro. Se isto não acontecer corremos o sério risco de nos desmantelarmos e nossos parafusos mentais saírem correndo sem direção. Não é algo raro ou isolado. Falo mais sobre "excesso" de informações em posts posteriores deste aqui.

Estou com o intuito de me reconectar com o simples, com o belo, com a natureza, com a calmaria. Com uma vontade gritante de me revolucionar, me envolver com o que amo de modo mais intenso, de viver de maneira mais real as pessoas que são importantes para mim de forma mais íntima e que deposito confiança. Essa fase de desperdiçar energia com o que não me representa foi-se há algum tempo. Não é mais válido para mim, entendem? Nem quero mais participar de certos teatros. 

E digo mais: mesmo me ausentando por enquanto, já afirmo e confirmo com vocês, a presença de novidades para quando eu voltar. Estou com algumas tantas ideias que, sinceramente, creio que vocês irão adorar. Não vou acabar com o blog, nem esta é a intenção com esta pequena pausa agora. É somente um tempinho que estou tirando para me renovar. 

Espero compreensão e desejo sempre ótimas leituras (leia-se: também estarei lendo loucamente). Até logo, amigos. 

Ps: este mesmo post está no meu outro cantinho, o blog Viajante das Letras. As pausas serão para ambos os cantinhos. 

Créditos da imagem: Cupcake.

Ewerton Lenildo

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